O 3.º Festival de Curtas de Surf da Lourinhã regressa entre 12 e 17 de outubro com um calendário mais longo e uma novidade clara: as escolas do concelho entram no programa. O Município da Lourinhã e o Praia Surf Clube promovem seis dias de cinema, oficinas, exposições e música em torno do oceano. A entrada é livre.
A edição de 2026 já não se limita ao fim de semana no auditório. Durante cinco dias, turmas do pré-escolar ao secundário visitam sessões e atividades pensadas por idade. O objetivo é simples. As crianças e os jovens vêem o mar no ecrã, falam de sustentabilidade e experimentam a cultura do surf fora da praia.
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Programa escolar com duas seleções de cinema
O eixo educativo divide-se em dois blocos. «Cinema ao Mar – Seleção Infantil» destina-se ao pré-escolar e ao 1.º ciclo. As curtas falam de descoberta do oceano, da natureza e da preservação. Há ainda oficinas sobre microplásticos.«Cinema ao Mar – Seleção Jovem» dirige-se ao 2.º e 3.º ciclos e ao ensino secundário. Aqui o surf aparece como prática desportiva, linguagem artística, cultura e questão ambiental. As sessões decorrem no Auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira.
O município ainda não publicou horários por escola. O programa completo, segundo a organização, fica disponível em breve no site da Câmara.
A competição oficial mantém o carácter internacional. A convocatória desta edição reuniu cerca de 20 curtas-metragens de vários países. As obras tratam o surf e a relação das pessoas com o mar a partir de ângulos distintos. Fora de concurso, a mostra «Mar Aberto» traz filmes convidados de cinema de surf contemporâneo. Os vencedores conhecem-se no sábado, 17 de outubro, na cerimónia de encerramento. A seguir, o público volta a ver as curtas premiadas.
Em edições anteriores, o festival premiou melhor filme, melhor fotografia, Prémio Oeste e prémio do público. A nota de imprensa de 21 de setembro não detalha ainda o júri nem o valor dos prémios de 2026.
Fora da sala, o eixo do evento é a Rua João Luís de Moura, conhecida na vila como Rua Grande. O Centro Cultural, a Galeria Municipal, a Galeria Parasol, a Casa Nobre e o Museu da Lourinhã recebem programação ao longo dos seis dias.
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O Mercadinho do Surf junta artistas e criadores locais. A ideia é pôr o público a falar com quem produz no território, de ilustração a objetos ligados ao mar.Na vertente de artes visuais, Jop Hermans, Ana Lúcia da Silva e Anna Bolbasova apresentam uma exposição coletiva sobre oceano, paisagem e cultura do surf. A mostra abre durante o festival e permanece até 21 de novembro.
Há também oficinas de cerâmica, microplásticos e equilíbrio na prancha nos últimos dias. O Museu da Lourinhã propõe visitas guiadas à exposição «Ouvir os Mares do Passado – Quantas histórias pode contar um fóssil?».
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Na sexta-feira, 16 de outubro, sobe ao palco Freddy Locks, nome conhecido da cena reggae portuguesa, com roots, dub, ska e rocksteady. No sábado, o encerramento junta palco e imagem no Concerto ao Mar, de Tainá EIOU, com direção visual de Eduardo Vento. A artista, de Manaus, cruza carimbó, noise, guitarras e experimentação. Vento, realizador com trabalho em cinematografia aquática e surf, assina as imagens da costa atlântica portuguesa.
Depois dos prémios, das curtas vencedoras e do concerto, um DJ set no pátio do Centro Cultural fecha a edição.
Mais informações:
Câmara Municipal da Lourinhã
Tel.: 261 410 188
E-mail: comunicacao.imagem@cm-lourinha.pt
Site: cm-lourinha.pt


