O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha preparou uma programação intensa para o primeiro trimestre de 2026, com uma proposta que coloca a presença e o contato humano no centro da experiência cultural. Numa época marcada pela hiperconectividade digital, o CCC assume-se como espaço de encontro físico, onde a arte se vive em comunidade e o público deixa de ser apenas espetador para se tornar participante ativo.
A agenda inclui teatro, música, cinema, artes visuais e ações de mediação cultural, numa programação que procura reunir diferentes públicos e criar pontes entre criadores e comunidade. O espaço reforça assim o seu papel como polo de criação, difusão e diálogo cultural na região Oeste.
Teatro em destaque com companhia residente
O teatro ocupa um lugar central neste trimestre, com destaque para o Teatro da Rainha, companhia que celebra 40 anos de atividade e passa agora a ter residência semipermanente no CCC. A estrutura apresenta “Noite dos Visitantes”, de Peter Weiss, e estreia “A Árvore que Sangra”, de Angus Serini, em coprodução com o próprio centro cultural.
A programação teatral inclui ainda “Corpo Totémico”, da Ordem do Ó, “Do Tirar pelo Natural”, da Companhia João Garcia Miguel, e “Lar Doce Lar”, protagonizado por Maria Rueff e Joaquim Monchique. A diversidade de propostas reflete diferentes linguagens cénicas e abordagens artísticas.
Música para todos os gostos
Na área musical, o trimestre arranca com o tradicional Concerto de Ano Novo, interpretado pela Banda da Cruz Vermelha das Caldas da Rainha, e prossegue com nomes como Zero Massive, Allamedah e Pedro Abrunhosa. João Pimenta Gomes sobe ao palco no âmbito do projeto Sororidade, enquanto a Banda Filarmónica de A-dos-Francos, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e os Anónimos de Abril também marcam presença na programação.
O calendário prevê ainda dois grandes espetáculos do Teatro Nacional de São Carlos e um concerto especial a 16 de março, data com significado histórico para a cidade das Caldas da Rainha.
Espaço para novos talentos
O CCC abre portas à criação emergente através de várias iniciativas. O Connect Fest, mostra multidisciplinar da ESAD.CR, promove o cruzamento entre diferentes áreas artísticas, enquanto os alunos finalistas da Licenciatura de Teatro da mesma escola apresentam “Dançar sobre as feridas”.
O Café-Concerto dedica o palco a bandas locais em crescimento através da iniciativa “Palco é Teu”, que pretende fortalecer os laços com os criadores da região.
Artes visuais e mediação cultural
Nas artes plásticas, a exposição “Contranatura”, de Sebastião Casanova e Bartolomeu Gusmão, propõe uma reflexão visual sobre o mundo contemporâneo.
A mediação cultural tem expressão através de várias ações, com destaque para “Uma Outra Forma”, da CIM – Companhia de Dança, que se apresenta na Biblioteca Municipal. Esta iniciativa integra o programa CCC Fora de Portas, que leva propostas artísticas a outros equipamentos da cidade, incluindo concertos de solistas do Festival de Piano SIPO no Centro de Artes e apresentações da Orquestra Metropolitana de Lisboa no Museu José Malhoa.
Cinema contemporâneo na grande ecrã
A sétima arte completa a oferta cultural com sessões do IndieJúnior para o público escolar e a exibição de filmes marcantes do cinema português e internacional, como “A Metamorfose dos Pássaros”, de Catarina Vasconcelos, “Sirât”, de Oliver Laxe, e “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho.
O programa completo pode ser consultado aqui


