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Fólio em Óbidos foi inaugurado ontem pela Ministra da Cultura

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Na inauguração do FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, a ministra da Cultura destacou que Óbidos está na vanguarda do combate cultural pela democracia e liberdade, sublinhando que “sem o livro e sem a leitura, não teremos democracia sem liberdade”. Dalila Rodrigues enalteceu o título de “vila literária” de Óbidos, fruto de anos de trabalho na preservação do valor da leitura e da escrita. A ministra expressou ainda preocupação com a concorrência desleal das redes e plataformas digitais, que, embora pareçam estimulantes, podem ameaçar a estabilidade das democracias e o bem-estar mental dos cidadãos.

Rodrigues referiu as recentes medidas para o setor do livro e da leitura, reconhecendo que ainda há muito a fazer, e apelou à união de esforços entre o poder central, autarquias, empresários, editores e, sobretudo, leitores, para enfrentar os desafios. Destacou ainda o sucesso do FÓLIO, que já é considerado um dos festivais literários mais prestigiados da Europa, e defendeu que, com persistência e cooperação entre público e privado, será possível enfrentar as inquietações do momento.

Filipe Daniel, presidente do Município de Óbidos, abordou o tema da “Inquietação”, central na edição deste ano, afirmando que é a força que nos move e inspira a reflexão, a mudança e a criação, algo que a literatura tem o poder de traduzir. Ele também recordou a celebração dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões e dos 50 anos do 25 de Abril, associando o festival a estas efemérides. Camões, segundo Daniel, é um exemplo de como as palavras atravessam séculos e continuam a inspirar.

O evento, que se prolonga até 20 de outubro com cerca de 600 iniciativas, homenageia ainda a “Reunião de Óbidos” de 1 de dezembro de 1973, um momento crucial na preparação para a Revolução dos Cravos. Joana Pinho, administradora da Ler Devagar, sublinhou a importância da continuidade do festival, criado pelo seu pai, José Pinho. Já o presidente da Fundação INATEL, José Manuel Soares, realçou o papel do festival na promoção das artes e cultura popular, destacando iniciativas como o projeto “Entre Nós” e a elegia ao Património Cultural Imaterial.

Margarida Reis, vereadora da Cultura, concluiu que os livros nos inquietam e nos fazem sonhar, sendo essenciais para a nossa humanidade e educação. Afirmou também que o FÓLIO é um festival inclusivo, que valoriza todos os participantes. A programação completa do festival pode ser consultada na app oficial, lançada no dia de abertura do evento.

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