Parte dos geocilindros, elementos tubulares de geotêxtil, de proteção do Emissário Submarino da Descarga da Foz do Arelho encontram-se expostos ao longo de uma faixa de 200 metros junto ao Cais da Lagoa.
Os técnicos da Águas do Tejo Atlântico SA têm acompanhado a situação e garantem que não existem preocupações por agora, dada a elevada resistência do material em causa, e que não existe risco à integridade das tubagens no local.
A forte erosão verificada na embocadura, no entanto, poderia ser um risco à segurança e integridade da infraestrutura operacional, o que levou à intervenção de emergência que o Município das Caldas da Rainha tem em curso na embocadura da Lagoa de Óbidos.
Depois das depressões Leonardo e Marta, o recuo do perfil de praia tem sido de vários metros por dia, o que assume proporções preocupantes para a estabilidade do sedimento que sustenta a tubagem do Emissário Submarino, ao longo do seu percurso desde o Cais da Lagoa até à extremidade oeste da Avenida do Mar.
Esta obra de deslocalização da Aberta procura proteger o litoral costeiro e salvaguardar o Emissário Submarino de Descarga da Foz do Arelho, o Município e as entidades envolvidas reconhecem que o contexto ambiental altamente dinâmico, condicionado por múltiplas variáveis naturais pode influenciar negativamente os resultados esperados.



