Parque Tecnológico de Óbidos, Centro de negócios para empresas de base criativa e digital, celebrou 10 anos de inauguração dos Edifícios Centrais.

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Empresários do Parque Tecnológico de Óbidos

O Parque Tecnológico de Óbidos, Centro de negócios para empresas de base criativa e digital, celebrou na passada sexta-feira, 23 de janeiro, 10 anos de inauguração dos Edifícios Centrais.

Os edifícios com mais de 40 empresas, ao longo da última década, acolheram centenas de ideias, projetos e pessoas que ajudaram a transformar Óbidos num território mais dinâmico, criativo e voltado para o futuro.

A celebração, com integração no programa do Feriado Municipal de Óbidos, obteve um momento de reconhecimento do caminho percorrido, de renovação do compromisso com o desenvolvimento tecnológico, colaboração, criação de valor para a região, e de lançamento de uma visão ambiciosa para o futuro, centrada na inovação, na saúde e no talento.

Nuno Gaio, diretor-executivo do parque tecnológico, destacou o percurso feito ao longo dos últimos 10 anos como resultado de um projeto coletivo, sustentado por uma estratégia clara e de forte articulação entre entidades públicas, privadas e académicas. “O Parque nasceu para ser mais do que um conjunto de edifícios: nasceu para ser uma infraestrutura económica ao serviço do território, da sua base empresarial e das pessoas que aqui vivem e trabalham”, afirmou o diretor-executivo do parque tecnológico.

O responsável ainda reforçou que o futuro do parque passa pelo reforço do papel enquanto ecossistema de inovação. O desenvolvimento de um ponto de encontro e colaboração na área de saúde, capaz de responder a desafios globais, como a escassez de profissionais de saúde, através da inovação tecnológica, investigação aplicada e da colaboração com a academia, mostra-se uma aposta da atual direção executiva.

De prioridades definidas pela Estratégia 2026-2030, está presente a “atração de empresas-âncora em digital, gaming, media, indústrias criativas, saúde digital, biotecnologia e agrofood tech ligada à economia circular e alimentação sustentável”. Assim como o crescimento das empresas residentes, a retenção, a internacionalização, o talento, a ligação ao ensino, à saúde e ao agroalimentar, são outros objetivos previamente definidos.

“O que propomos para o parque é, em suma, uma mudança de escala e de profundidade”, apontou Nuno Gaio. “De um parque que acolhe empresas para uma plataforma de inovação público-privada que articula digital, gaming e indústrias criativas, saúde digital, biotecnologia aplicada e agro/food tech, em ligação direta com o território e com o sistema científico e tecnológico.”

Filipe Daniel, Presidente da Câmara de Óbidos, ao encerrar a sessão, reforçou o papel do Parque Tecnológico como eixo estruturante do desenvolvimento económico do concelho, defendendo que a inovação e a atração de empresas são uma prioridade estratégica do Município. O Presidente referiu que “O desenvolvimento económico é para nós fundamental”, reforçando a necessidade de criar condições para fixar empresas, captar talento e garantir emprego qualificado, com impacto direto na população e na capacidade do território reter os jovens.

Jorge Mealha, responsável pelo projeto de arquitetura dos Edifícios Centrais do Parque, relembrou 2010, o ano de lançamento do concurso internacional para desenhar os edifícios centrais e a praça principal para o Parque Tecnológico de Óbidos. O arquiteto destacou ainda que “para além de ter conhecido gente muito interessante e de ter tido a oportunidade de fazer parte” desta empreitada, o projeto dos Edifícios Centrais do Parque Tecnológico de Óbidos acabou por ser o projeto mais conhecido.

O programa comemorativo incluiu a exibição de um vídeo institucional com todos os rostos que fizeram parte dos últimos 10 anos dos edifícios centrais.

A sessão foi moderada por Paulo Simões, Diretor Executivo da OesteCIM, paticiparam Nuno Prego Ramos, da empresa Valvian, que se prepara para instalar no parque, um centro de biotecnologia; José Paulo Carvalho, founder da health tech Hope Care; Ricardo Cardoso, CEO da Impactwave, Agriw e JSIO; como também Luís Cunha, CEO da Softpack.

No encerramento, foi inaugurado uma placa comemorativa, ao assinalar a importância do parque tecnológico na vida do território e na evolução do ecossistema empresarial local e regional.

Inaugurada placa comemorativa

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