Teatro da Rainha regressa ao palco com “A Noite dos Visitantes” no CCC

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O Teatro da Rainha prepara-se para apresentar “A Noite dos Visitantes”, de Peter Weiss, entre 20 e 24 de janeiro no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. A peça, que já passou por diversos palcos da região, regressa agora num formato renovado e com horários ajustados a diferentes públicos.

De segunda a quinta-feira, dias 20 a 23, decorrem sessões escolares às 15h00. Nos dias 23 e 24, às 21h30, o espetáculo abre portas ao público em geral, numa oportunidade de assistir a esta produção num espaço bem diferente daquele onde foi originalmente concebida.

Esta coprodução do Teatro da Rainha com o Teatro das Beiras estreou na Covilhã e percorreu mais de uma dúzia de localidades do interior beirão. Nas Caldas da Rainha, a peça esteve em cena durante uma semana consecutiva na antiga Casa da Cultura, sempre com casa cheia, antes de circular por várias freguesias do concelho.

Escrita em verso e com tradução de Mário Barradas nos anos setenta, “A Noite dos Visitantes” é uma parábola sobre a guerra entre impérios, apresentada de forma acessível a todas as idades. A história centra-se em dois homens armados que invadem a casa de uma família camponesa, tomam a mãe e os dois filhos como reféns, enquanto o pai sai supostamente para desenterrar ouro escondido num canavial.

Fernando Mora Ramos, encenador do espetáculo, explica que a peça trabalha uma estética que se afasta da literalidade e do naturalismo. “Esta peça popular é uma parábola. Fazemos teatro com referências ao kabuki, ao teatro de guignol, ao circo e ao trabalho clownesco, longe da representação em registo de novela”, refere o encenador, que sublinha a atualidade do tema face aos conflitos armados contemporâneos.

“A história é elementar: dois visitantes, dois exércitos, entram por uma casa dentro, ocupam um país, fazem de uma família reféns. A fenómenos semelhantes temos assistido, forças ocupantes e povos massacrados, sejam as razões geoestratégicas ou materiais”, acrescenta Fernando Mora Ramos, traçando um paralelo com os conflitos atuais pelo controlo de recursos naturais.

O elenco conta com Fábio Costa, Hâmbar de Sousa e Tiago Moreira, do Teatro da Rainha, e Benedita Mendes, Miguel Brás e Sónia Botelho, do Teatro das Beiras. O dispositivo cénico é da responsabilidade de Fernando Mora Ramos, a iluminação de William Alves, a criação sonora de Tiago Moreira, os figurinos de Rafaela Ciríaco da Graça, e a operação de som e execução musical de João Nuno Henriques.

Os bilhetes já se encontram à venda através da plataforma BOL, e mais informações sobre o espetáculo podem ser consultadas no site oficial do Teatro da Rainha.

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