A Unidade Local de Saúde do Oeste encontra-se no nível 3 de contingência, o patamar de resposta máxima previsto no Plano de Resposta Sazonal em Saúde para o inverno de 2025-2026. O anúncio foi feito pelo Departamento de Saúde Pública e das Populações face à descida acentuada das temperaturas prevista para os próximos dias e ao aumento de casos de síndrome gripal.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, as temperaturas vão descer de forma mais acentuada a partir de domingo, 5 de janeiro, com maior intensidade no início da próxima semana. O índice FRIESA, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, aponta para efeitos prováveis sobre a mortalidade por todas as causas em pessoas com mais de 65 anos.
A ULS Oeste regista atualmente um aumento do número de casos de síndrome gripal nos cuidados de saúde primários e uma elevada ocupação de camas hospitalares. Para proteger a população, as autoridades de saúde divulgaram um conjunto de recomendações essenciais.

Proteção contra o frio
No domicílio, as pessoas devem manter a temperatura entre os 18ºC e os 21ºC e garantir a correta ventilação quando utilizam lareiras, braseiras ou equipamentos de aquecimento a gás, para evitar intoxicações por monóxido de carbono. É importante não usar fogões a gás ou fornos para aquecer a casa e desligar os sistemas de aquecimento antes de dormir ou sair.
Quanto ao vestuário, recomenda-se o uso de várias camadas de roupa em vez de uma única peça grossa, e a proteção das extremidades do corpo com luvas, gorro, meias quentes e cachecol. A pele deve manter-se hidratada, especialmente nas mãos, pés, cara e lábios.
Na alimentação, devem privilegiar-se sopas e bebidas quentes, refeições mais frequentes e alimentos ricos em vitaminas e sais minerais. As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois provocam perda de calor corporal.
Prevenção de infeções respiratórias
A vacinação contra a gripe e a COVID-19 continua disponível nos centros de saúde e farmácias, sendo gratuita para maiores de 60 anos e outros grupos de risco. Esta é a medida mais eficaz para reduzir o risco de doença grave e hospitalizações.
Outras medidas essenciais incluem a lavagem frequente das mãos com água e sabão ou solução à base de álcool, tapar a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, e garantir a ventilação adequada dos espaços.
Quem apresentar sintomas respiratórios deve ficar em casa, limitar contactos próximos com outras pessoas e usar máscara quando necessário. Em caso de sintomas significativos, febre alta persistente ou dificuldades respiratórias, deve contactar-se o SNS 24 através do 808 24 24 24 antes de se deslocar aos serviços de urgência.
Para situações de emergência, o número continua a ser o 112.



